25 de maio de 2013
PGR DIZ QUE PETISTA DESVIOU R$ 5 MILHÕES DE PREFEITURA
GEDDEL VIEIRA LIMA É ELEITO NOVO PRESIDENTE DO PMDB NA BAHIA
O ex-ministro
da Integração Nacional Geddel Vieira Lima foi eleito presidente do PMDB da
Bahia nesta sexta-feira (24), em convenção realizada no Centro de Cultura da
Câmara de Vereadores da capital baiana. Correligionários de diversas regiões do
Estado estiveram presentes para votar na Comissão Executiva que vai comandar o
partido pelos próximos dois anos. Em seu discurso, o peemedebista agradeceu a
participação de toda a militância no evento e disse que continuará o trabalho
realizado pelo deputado federal Lúcio Vieira Lima à frente da legenda. "Sei
que agora vai ser mais difícil prosseguir com o belo trabalho feito por Lúcio,
de fortalecimento do PMDB no Estado", afirmou. Na oportunidade, Geddel
falou ainda sobre as eleições de 2014, e afirmou que a oposição vai ter
candidatura única e sairá vitoriosa, como aconteceu em Salvador nas eleições
municipais. "Estaremos juntos com os partidos de oposição para fazer com
que a Bahia seja colocada em primeiro lugar, sem interesses partidários. Não
serei empecilho para a candidatura da oposição", disse. Estiveram
presentes no evento os deputados estaduais do PMDB, Leur Jr., Pedro Tavares e
Luciano Simões, deputados de diversos partidos, secretários, prefeitos,
vereadores e lideranças do interior, Além do prefeito de Salvador, ACM Neto
(DEM), que falou da importância do partido em sua gestão.Presidente: Geddel Quadros Vieira Lima
1º Vice-Presidente: Lúcio Quadros Vieira Lima
2º Vice-Presidente: Leur Lomanto Junior
3º Vice-Presidente: Joelcio Martins
Secretário Geral: João Santana
Secretário Adjunto: Pedro Tavares
1º Tesoureiro: Leonardo Américo Silveira de Oliveira
2º Tesoureiro: Colbert Martins
Vogais: Genebaldo Correia, Herzem Gusmão, Hildecio Meireles e Virginia Hagge
ILHÉUS TEM CINEMA AO AR LIVRE
Cinema no Ar, novo projeto dos cineastas Laís
Bodanzky e Luiz Bolognesi, pega a estrada e leva sessões de filmes nacionais,
gratuitas, ao ar livre, a todos os estados nordestinos até junho de 2013. Com o
patrocínio da Caixa Econômica Federal e o apoio da Prefeitura de Ilhéus,
através Secretaria Municipal de Cultura, o projeto chega ao município neste
final de semana, na Praça Dom Eduardo (Em frente à Catedral de São Sebastião).
A estrutura do cinema com telão e estrutura inflável em praça pública é um dos
atrativos do projeto. Com 300 lugares, o cinema na praça promove duas sessões
diárias, às 20 horas e 21h45. Neste sábado (25/5), serão exibidos os filmes
"Eu e Meu Guarda-Chuva" e, na segunda sessão, "Saneamento
Básico, o filme". Já no domingo (26), serão exibidos os filmes
"Rio", no primeiro horário, e, em seguida, "O Palhaço".TELEFÔNEMA PODE TER SIDO ORIGEM DE BOATO SOBRE BOLSA FAMÍLIA
A Polícia
Federal (PF) já tem informações sobre pessoas que receberam telefonemas no
último final de semana com mensagens sobre o fim do Bolsa Família. A PF não
confirma o número de pessoas identificadas, mas diz que dispõe de informações
sobre a possibilidade do boato ter surgido a partir de ligações originadas por
telemarketing. As investigações começaram na segunda-feira, por determinação do
ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Na terça-feira, Cardozo levantou a
suspeita de que a ação possa ter sido “orquestrada” devido à velocidade com que
os boatos sobre o fim do Bolsa Família se espalharam. A Caixa Econômica Federal
ficou de repassar hoje à Divisão de Crimes Cibernéticos da PF, responsável
pelas investigações, as informações relativas aos dois primeiros saques feitos
após a disseminação do boato. Os dados podem ajudar a localizar a origem dos
rumores. Somente no último final de semana, a Caixa Econômica Federal registrou
920 mil saques de beneficiários do programa. As informações desencontradas
sobre o pagamento do Programa Bolsa Família provocaram uma corrida às agências
que levou os beneficiários a sacarem R$ 152 milhões.TSE PERMITE ELEIÇÃO DE PARENTE FICHA SUJA
23 de maio de 2013
NANDA COSTA VAI RECEBER 3 MILHÕES DE REAIS PARA POSAR NUA
A "Playboy" terá a atriz Nanda Costa
como capa de sua edição de aniversário, em agosto. A informação é do colunista
Leo Dias, do jornal "O Dia". Ainda de acordo com a publicação, o
cachê da atriz, de R$ 3 milhões, talvez seja o maior já pago pela versão
brasileira da revista. Nanda, que está se recuperando da cirurgia de
implante de silicone nos seios, vai realizar o ensaio em Cuba no próximo mês.
Mas o procedimento não foi feito para aumentar os seios da atriz, que tinha
excesso de tecido mamário e, por isso, optou pelas próteses. Marcelo Sebá,
empresário da bela, fez questão de frisar que Nanda não colocou silicone por
causa do ensaio. Segundo Sebá, o contrato com a publicação será assinado nos
próximos dias. Antes de aceitar o convite, Nanda se reuniu com a direção da TV
Globo para pedir o aval da emissora para o ensaio. Em abril deste ano, a Morena
de "Salve Jorge" posou de calcinha e sutiã para a "Playboy"
e mencionou um convite da publicação para posar nua, mas afirmou que não estava
interessada. Os rumores eram que, na época, a revista teria oferecido R$ 2
milhões pelo ensaio.
DILMA CORTA R$ 28 BILHÕES DO ORÇAMENTO
O Ministério do Planejamento, Orçamento e
Gestão confirmou que o corte de gastos no orçamento de 2013 será de R$ 28
bilhões. O valor é bem inferior a cortes feitos nos últimos anos. Em 2011, por
exemplo, o montante anunciado foi de R$ 50 bilhões, e, em 2012, chegou a R$ 55
bilhões. O anúncio do corte foi feito pelos ministros da Fazenda, Guido
Mantega, e do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior. Mantega
explicou que o objetivo é estimular a economia e enfrentar a crise global,
pois, segundo ele, as medidas ajudam a gerar empregos, retomar o crescimento
econômico e ampliar os investimentos. Também houve redução na meta de superavit
primário (dinheiro economizado para pagar a dívida pública). O objetivo antes
era economizar R$ 108,1 bilhões, mas agora passou para R$ 63,1 bilhões (um
corte de R$ 45 bilhões).
DILMA INDICA LUÍS ROBERTO BARROSO PARA O STF
O advogado especialista em direito
constitucional Luís Roberto Barroso, de 55 anos, foi o escolhido pela
presidente Dilma Rousseff, nesta quinta-feira (23), para ocupar cargo de
ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).O anúncio oficial foi feito pela
ministra da Comunicação Social, Helena Chagas. Segundo ela, a presidente tomou a decisão na manhã de hoje durante
reunião com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. "O professor Luís Roberto Barroso cumpre
todos os requisitos necessários para o exercício do mais elevado cargo da
magistratura do país", diz nota. Barroso ocupará a vaga deixada há seis
meses por Carlos Ayres Britto, que se aposentou compulsoriamente após completar
70 anos. Mas para assumir a função, o procurador do estado do
Rio de Janeiro ainda precisa ser submetido a sabatina e ter o nome aprovado
pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal. Depois, a
indicação passará por votação no plenário do Senado.
PRIMEIRA BAIANA COM DOWN A SE FORMAR EM FACULDADE RECEBE DIPLOMA
Amanda Amaral Lopes, 24 anos, é a primeira baiana com Síndrome de Down a concluir um curso superior no estado. Moradora de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, a jovem cursou biologia na Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC) à distância e nesta quinta-feira (23) se prepara para a festa de colação de grau. Entre os preparativos para a festa de formatura, que acontece nesta quinta-feira em uma casa de eventos de Vitória da Conquista, a mãe de Amanda, Alba Amaral, comemora a conquista da filha. "Amanda está nervosa, mas muito feliz. E a gente também", comenta Alba, que é professora de uma escola da cidade. Em 2012, a Universidade Federal de Goiás aprovou a primeira pessoa com Síndrome de Down em uma universidade do Brasil. Kalil Tavares, de 21 anos, cursa Geografia em Jataí (GO).
GURGEL LAMENTA DEMORA DE PRISÃO DOS CONDENADOS DO MENSALÃO
O
procurador-geral da República, Roberto Gurgel, criticou, nesta quinta-feira
(23), a demora na prisão dos condenados do mensalão. Gurgel lamentou que o
segundo semestre de 2013 comece com os réus em liberdade. Na opinião dele o
Brasil tem “imensa dificuldade” de cumprir as decisões judiciais quando os
envolvidos estão “no topo da estrutura social”. A declaração foi dada durante o
encontro do Ministério Público (MP) sobre controle da atividade policial. O
ministro Joaquim Barbosa, relator do processo, afirmou, nesta quarta-feira
(22), que provavelmente os recursos dos 25 condenados só serão julgados em
agosto. Ele disse estar "longe" de estar preparado para a análise em
razão do volume de recursos. Os acusados só serão presos quando não houver mais
possibilidade de recorrer. "É uma pena que demoremos tanto a tornar
efetiva a decisão do STF. Tivemos todo o segundo semestre do ano passado
consumido neste julgamento e é uma pena que cheguemos ao segundo semestre ainda
sem que a decisão seja cumprida", disse Gurgel. O procurador admitiu não
atuará no julgamento já que deixa o cargo em agosto.
CRISTIANO CONRADO: “SEM DINHEIRO, NÃO HÁ MUITO O QUE SE FAZER PELO HOSPITAL DE BASE
Sem nenhum receio de falar o que pensa, o médico
Cristiano Conrado, ex-diretor clínico do Hospital de Base Luís Eduardo
Magalhães, em Itabuna, afirma que a instituição precisa sofrer mudanças em seu
modelo de gestão, capaz de gerar receita. Conrado reconhece a capacidade do
atual diretor, o também médico Paulo Bicalho, mas observa: “ele não é mágico”.
Sem dinheiro – acrescenta – não há muito o que possa ser feito. Nesta
entrevista ao ITABUNA NOTÍCIAS, o médico fala ainda sobre o esperado retorno do
comando único do Sistema Único de Saúde (SUS) para o município, que ele
diz não ser a solução para todos os problemas do setor. “As notícias que a
gente tem são de que os recursos que vêm para o comando único estão em torno de
R$ 110 milhões/ano, o que não dá R$ 10 milhões por mês. Se pensarmos que o
repasse para a Santa Casa, com as três unidades, chega ao valor de R$ 5,3
milhões, que o Hblem não poderia sobreviver com um valor inferior a R$ 3
milhões, que a Atenção Básica gasta R$ 2 milhões, isso sem falar em
laboratórios, clínicas de ortopedia e oftalmologia, vemos que não tem dinheiro”,
calcula.
ITABUNA NOTÍCIAS – O senhor conhece de perto a situação do Hospital
de Base de Itabuna. Como descreveria essa situação hoje?
CRISTIANO CONRADO – É uma
situação de transição, na qual a direção está tentando achar meios de mudar a
realidade do hospital. Só que essa mudança precisa de recursos que não existem
ainda. Enquanto não houver recursos suficientes para que sejam pagas todas as
dívidas do hospital, a despesa mensal com recursos humanos, insumos e
medicações, vão continuar existindo esses problemas, como a falta de medicação,
que acontece ainda hoje. A realidade hoje é que faltam antibióticos, até
medicações simples, como dipirona, por mais de 15 dias no hospital. Essas
dificuldades precisam ser sanadas de forma definitiva, e isso só vai ser
resolvido com um orçamento adequado, que possa sustentar o hospital.
IN – E A POLÊMICA RECENTE ENTRE O SENHOR E O SECRETÁRIO DA SAÚDE RENAN
ARAÚJO?
CR – Foi um
momento de cabeça quente, o secretário havia conversado uma coisa comigo e dez
minutos depois retirou o que havia afirmado, e ali houve um destempero devido a
essa atitude dele.
IN – O SECRETÁRIO DIZ QUE AS CRÍTICAS À ATUAL ADMINISTRAÇÃO SE DEVEM A
RESSENTIMENTOS. O QUE O SENHOR ACHA DISSO?
CR – Eu acho
que é uma afirmação infantil. Não existe ressentimento nenhum, a gente faz
parte do município, faz parte do hospital e o que a gente quer é que aquilo
funcione. O problema é que as coisas estão sendo conduzidas de forma totalmente
equivocada. Não se constrói nada negando a realidade, em cima de mentiras, de
fantasias. Essas informações, por exemplo, de que o estado tinha materiais para
o Hospital de Base e a administração anterior não quis, isso é uma falácia.
Como o secretário de saúde pode negar todas as visitas que foram feitas na
tentativa de arrecadar materiais, solicitando doações de materiais. Isso é
leviano, não produz nada, assim como as informações de desvios. Hoje em dia, o
que eu posso afirmar é que pessoas como Ana Brito conduziram aquele hospital da
melhor forma, dentro do possível. Erros administrativos aconteceram, como
acontecem até hoje, porque não tinha outra forma de se resolver. Compras sem
licitações, licitações que foram feitas e tiveram que ser anuladas, quem
ganhava a licitação não fazia o fornecimento e tinha que se comprar
emergencialmente, e hoje está acontecendo a mesma coisa.
IN – COMO ASSIM?
CR – As
licitações foram feitas e homologadas com uma proposta somente, com preços que
são fora do mercado. E dizer que isso é porque a administração que está aí é
desonesta é um erro. O problema é que, com esse histórico de problemas,
fornecedor nenhum quer servir o hospital. E aí, para não deixar o hospital sem
a medicação, se compra da forma que é possível, desobedecendo as recomendações
do tribunal de contas. O fornecedor ganha a licitação e, como não há a condição
de se pagar tudo aquilo que se compra, por conta das dívidas anteriores, vão
sendo mantidas práticas das gestões anteriores por pura e simplesmente falta de
recursos.
IN – OU SEJA, PARA SER MINIMAMENTE VIÁVEL, O HOSPITAL PRECISA CONVIVER
COM IRREGULARIDADES.
CR – Por
exemplo, se houver um ímpeto de dizer que o hospital não pagava os impostos, eu
digo: se pagar, o hospital fecha. Não foram pagos os impostos para se manter o
estoque de medicações. O Ministério Público diz que não se pode comprar sem
licitação, mas o hospital precisa de diversos itens essenciais que não estão
licitados. E se chegar alguém lá morrendo? Como é possível não comprar o que
for necessário de forma direta? Eu acho que esse é o tipo de decisão sobre a
qual não se tem nem mesmo que pensar; com uma vida em risco deve-se comprar da
forma que for possível. No dia em que um promotor estiver com um pai ou um filho
lá, precisando de um medicamento ou insumo que não estiver disponível e ele
disser que não é para comprar porque não tem licitação, aí tudo bem.
IN – O SENHOR CONSIDERA ENTÃO QUE, EM CASOS ESPECIAIS, DEVE HAVER UMA
FLEXIBILIDADE?
CR – Quando se
contrata uma empresa, quando ela se candidata à licitação ela é apresentada
como capaz de suprir a demanda, mas com o tempo é que se descobre que ela é
incompetente, ou se descobre que a empresa não atende aos requisitos mínimos e
a licitação tem que ser anulada. E nisso se perdem 60, 90 dias e todo o
processo tem que ser reiniciado. Mas ninguém está esperando que os problemas se
resolvam de uma hora pra outra, até mesmo porque a gente sabe da realidade das
coisas. O que se espera de quem está no cargo de chefia é que encare os fatos
de forma transparente, e não dizer na televisão que está tudo às mil maravilhas
enquanto faltam medicamentos essenciais há mais de 15 dias, não é dizer na
Câmara de Vereadores que não há nada de errado.
IN – O QUE PRECISA SER FEITO DE IMEDIATO?
CR – É preciso
resolver esses problemas paulatinamente, partindo das ações que colocam em
risco um maior número de vidas. Tem que ser dada a prioridade a coisas mais
urgentes e vai se resolvendo na medida do possível. Faltar com a verdade e
tentar mascarar as coisas com cortina de fumaça e agir dessa forma
irresponsável não é atitude madura. Chegaram equipamentos aqui no hospital,
como camas, aparelhos de raio-X, leitores de filme de raio-x, lavadoras e
secadoras de roupa de 100 quilos. Os equipamentos chegaram em caixas de
equipamentos novos, no entanto eram usados.
IN – O SENHOR EXERCEU O CARGO DE DIRETOR MÉDICO DO HOSPITAL EM UM
DETERMINADO PERÍODO. COMO FOI ESSA EXPERIÊNCIA?
CR – Foi uma
experiência preocupante. Eu pude ver a impotência e as grandes necessidades do
hospital, sem ter a quem recorrer. Recorrer ao município e o mesmo não ter a
capacidade de arcar, ou não ver interesse de resolver os problemas; clamar por
ajuda do Estado, por renegociação dos contratos, em busca de valores que
pudessem arcar com a dívida do hospital, para pagar as despesas do hospital, e
não haver resposta. Ir diversas vezes ao Ministério Público para que este
pudesse ser intermediário na busca de um entendimento, e não haver soluções que
trouxessem resultados práticos. Causa muita tristeza ver pessoas durante a
campanha dizerem que o que faltava para o Hblem era gestão e que a verba de R$
1,5 milhão era suficiente.
IN – NÃO É?
CR – No
momento está se vendo que o recurso disponível realmente não tem como sustentar
o hospital. O que falta neste momento é serenidade para entender que estes
problemas precisam de ações que envolvam todas as autoridades. Se o governo do
estado não participar desse processo, não há esperança de que isso se resolva.
Estão depositando muita esperança na chegada do comando único, mas eu vejo isso
com preocupação.
IN – POR QUE?
CR – As
notícias que a gente tem são de que os recursos que vêm para o comando único
estão em torno de R$ 110 milhões/ano, o que não dá R$ 10 milhões por mês. Se
pensarmos que o repasse para a Santa Casa, com as três unidades, chega ao valor
de R$ 5,3 milhões, que o Hblem não poderia sobreviver com um valor inferior a
R$ 3 milhões, que a Atenção Básica gasta R$ 2 milhões, isso sem falar em
laboratórios, clínicas de ortopedia e oftalmologia, vemos que não tem dinheiro.
O comando único vir e resolver todos os problemas é uma ilusão. Seria
necessário também a criação de equipes para a captação de recursos junto ao
hospital.
IN – A SEU VER, QUAL A SOLUÇÃO PARA O HOSPITAL DE BASE?
CR – Primeiramente
um orçamento positivo, um orçamento que seja compatível com as despesas. A
partir do momento em que você paga o que está comprando, grande parte dos
problemas está solucionado. No caso de uma quebra de contrato de fornecedor, há
como acioná-lo judicialmente, pois não há o argumento de que o hospital não
cumpre com suas obrigações. Captação de novos recursos, realização de novos
projetos, para que sejam trazidas verbas do Ministério da Saúde para a região,
para o hospital, melhoria de serviços, captação de equipamentos, habilitação de
novos serviços e, acima disso tudo, a responsabilidade no momento da pactuação.
IN – A PACTUAÇÃO HOJE É DESVANTAJOSA PARA ITABUNA?
CR – O secretário, quando for negociar, seja ele quem for, precisa ter em
mãos os históricos reais dos municípios pactuados, para que, quando houver essa
pactuação, não seja fictícia, como a que existe hoje. Itabuna assumiu o papel
de prover saúde para toda uma região e, tudo bem, desde que haja a garantia de que
os custos serão cobertos por alguém. Itabuna não pode arcar com esse déficit.
Se vai achar uma solução para a saúde em Itabuna, ela vai passar por uma
avaliação completa da realidade atual, com a garantia de que os custos sejam
cobertos.
IN – PARECE QUE DEIXOU DE EXISTIR AQUELA PRESSÃO PARA ESTADUALIZAR O
HBLEM. O SENHOR ACHA QUE AS QUESTÕES POLÍTICAS TÊM SIDO COLOCADAS À FRENTE DAS
DEMANDAS DA SAÚDE DA POPULAÇÃO?
CR – Eu não me
vejo capacitado para responder a essa pergunta. É certo que as nuances políticas
num processo dessa importância são muito presentes. Se isso é o determinante
fundamental de uma decisão, pressão por parte do estado, partidos ou
lideranças, não tem como e negar esse fato. No entanto, as razões
técnicas para uma possível estadualização de um hospital que é municipal,
passam pela incapacidade do município de arcar com as despesas que são do
próprio serviço. Se a estadualização é boa ou ruim, só a prática pode
determinar. Depende de como vai ser conduzido, e por quem. Seja lá quem for que
assuma o Hospital de Base, pode fazer uma boa gestão. Depende de como vai
ser conduzido.
IN – O SENHOR ACREDITA NA CAPACIDADE DO ATUAL GOVERNO DE MELHORAR
A SITUAÇÃO DO HBLEM?
CR – Por
desejar mudanças, eu confesso que votei no governo que aí está. Só que eu vejo
que a esperança tem que se traduzir em ações, que não estão acontecendo. Por
exemplo, o Hospital de Base está sendo gerido por uma pessoa que tem capacidade
e experiência, mas que não é mágico. Não dá para fabricar dinheiro nem manter o
hospital de portas abertas sem pagar o fornecedor, o funcionário, o médico. A
partir do momento que esta administração tiver atitudes que venham a trazer de
fato segurança financeira, aí sim algumas mudanças começarão a ser vistas.
Enquanto isso não acontecer, vamos ficar atolados, patinando nessa realidade
aí, que infelizmente não tem como ser resolvida. Gestão tem dentro do hospital,
ao contrário do que se disse em campanha; o que não tem é dinheiro. Acredito
que em breve se estreitarão os laços do município com o estado, que a gestão
plena virá para melhorar, e se trabalhando todas as possibilidades de captação
de recursos serão promovidas as mudanças necessárias. (www.itabunanoticias.com.br).
22 de maio de 2013
JAIRO ARAÚJO NÃO É VEREADOR... ELE É VARIADOR
Existem candidatos que são eleitos para o cargo de
vereador, para criar leis que tornem a sociedade
mais justa e humana; para fiscalizar as finanças da Câmara e da Prefeitura; para
manter o controle externo do Poder Executivo Municipal, principalmente quanto à
execução orçamentária ao julgamento das contas apresentadas pelo prefeito e
suas prerrogativas se acentuam no uso do parlamento, com propósito de se posicionar
sobre temas e circunstâncias do cotidiano da cidade. Mas há quem acaba
se transformando em Variador, que é o indivíduo eleito para ser vereador e se
submete à condição de vira-casaca, camaleão, mequetrefe e muda constantemente de
ideias, votos, posições e comportamento. Ele é eleito para ser vereador e acaba
se transformando num Variador – variando sempre de falas e circunstâncias. Pela
manhã é a favor de algo a que se contrapõe à tarde e à noite já se posiciona
contrário as duas conjunturas anteriores. É isto o que está acontecendo com o vereador,
Jairo Araujo (PC do B), que se manifestou, radicalmente contra a greve dos
professores, iniciada hoje em Itabuna. Este mesmo vereador, foi quem mais bradou,
esperneou, importunou e se exaltou, a favor das greves promovidas pelos sindicatos
dirigidos por comunistas em Itabuna. E sempre se notabilizou como o mais ferrenho
defensor dos direitos de greve dos trabalhadores. Hipocrisia, demagogia, fingimento
e simulação. Qualquer um desses vocábulos se aplica, fidedignamente, à conduta
do variador Jairo Araújo. Na tarde desta quarta-feira na Câmara, ele fez forte pronunciamento
criticando a diretoria do Sindicato do Magistério Municipal Público de Itabuna-Simpi,
por ter acatado a decisão da assembleia para deflagração de paralização nas
escolas municipais e a acusando de está a serviço de políticos de opisição ao
prefeito. Jairo Araújo tem sido um dos vereadores mais criticados pela
imprensa, porque não tem correspondido à expectativa de se apresentar como um
parlamentar coerente e atuante.
PROFESSORES MUNICIPAIS CRUZAM OS BRAÇOS EM ITABUNA
A assembleia promovida
pelo Sindicato do Magistério Municipal Público de Itabuna-Simpi hoje à
tarde, no Colégio Polivalente, resultou com os professores municipais de
Itabuna decidindo entrar em greve por tempo indeterminado. A categoria
rejeitou a proposta do governo municipal de reajuste de 7,97%, que seria pago
em duas vezes. Com a paralisação, a previsão é de que 20 mil alunos de
120 escolas da rede municipal fiquem sem aula. Os professores reivindicam
reajuste de 15% e melhorias nas condições de trabalho. A secretária de Educação,
Dinalva Melo, não está demonstrando possui a tão propagada qualificação para
gestão pública e muito pouco se esforçou para evitar que a categoria de
professores decidisse a favor da paralização. Quem perde com isto é o alunado,
a educação em si e o prefeito Vane do Renascer, que permanecerá vendo seus
índices de avaliação popular despencando, vertiginosamente.
VANE TRANSFORMA VEREADORES EM VIRILHADORES
Itabuna possui 19 vereadores, que não
passam de “bonecos de ventríloquos” do prefeito de Itabuna, Vane do Renascer
(PRB). Na verdade, não são vereadores do povo. São vereadores do prefeito. São
tão lacaios, que também poderiam ser apelidados de “virilhadores”: termo
aplicado para o vereador que se afeiçoou a puxar o saco do prefeito, ou não se
soltar da sua virilha. A comprovação deste fato, está na postura da maioria em
sistematicamente favorecer os interesses do prefeito na Câmara. Não há uma só
votação deles, que não seja obedecendo a orientação do prefeito Vane. A subserviência
atingiu o grau mais crítico, na última segunda-feira, quando o prefeito convocou
em seu gabinete 19 vereadores. A reunião aconteceu as 18 horas, e a pauta foi o
reajuste salarial dos professores. Segundo informações, Vane exigiu que os
vereadores, não mais participassem das manifestações do Sindicato do Magistério Municipal Público de Itabuna-Simpi, pois o prefeito já sabe que o apoio dos
vereadores resultou no fortalecimento do movimento da categoria. É óbvio, que
nem todos os 19 vereadores acatarão a ordem do prefeito. Os desobedientes
deverão ser punidos com perdas dos cargos oculpados por seus parentes e
aderentes na prefeitura. Logo saberemos quais serão as consequências para quem
for visto participando dos atos públicos do Simpi. Embora já saibamos que
algumas esposas e amantes já foram tranquilizadas e não perderão seus salários
de marajá!
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